MINIMALISTA com dois SMARTPHONES?!

É verdade, comprei um iPhone.

A última vez que tive um iPhone ainda foi o 4S. Era do meu pai que é, e sempre foi um homem Apple, que quando comprou o modelo mais recente deu-me o 4S.

Não me dei bem com o iPhone, vou ser sincera. Não me dei com a interface e tudo me era pouco intuitivo. Levava imenso tempo a fazer coisas e acabei por ficar com o telefone muito pouco tempo. Com Android isso já não me aconteceu.

Sou, assumidamente, Google fangirl desde que saiu o primeiro Pixel Phone. Para mim parecia o telefone ideal:

Porque câmara era muito boa e eu não tinha de investir numa máquina mais cara. Aquele ia dar para mim porque permitia essa polivalência. Para não dizer que o estabilizador de imagem era brutal para um smartphone e eu na altura andava muito vidrada em fazer vlog.

E sem estabilizador de imagem, andar de um lado para outro, para quem assiste às imagens, é tão mau que te chega a dar vontade de vomitar ou ter um ataque epilético a qualquer momento.

Mas chegou a altura de assumir que para um criador de conteúdo e para alguém com o meu perfil que gosta de testar as apps em primeira mão, o dispositivo de eleição é o iPhone.

Adoro tecnologia. Adoro testar apps e gadgets. Por ser Android um perfil como o meu sai um pouco prejudicado porque na maioria das vezes as apps saem primeiro para iOS e só depois para Android. E às vezes podem demorar a chegar a Android. Ou, até podem nem chegar.😕

Percebi que era altura de comprar um iPhone por causa da nova app, rede social sensação, a Clubhouse. A Clubhouse é uma rede social só de audio em que tu entras ou crias grupos de determinados tópicos de conversação, onde se comunica através de mensagens de audio. Já lá estão alguns famosos Norte Americanos como o Elon Musk, a Oprah, e muita malta de Marketing.

Como vocês sabem, para além de gostar de tech, eu trabalho em redes sociais. Eu não preciso testar a clubhouse mas eu QUERO testar a clubhouse. Acho que será importante para a minha profissão perceber como o bicho mexe logo no início do fenómeno. E atenção, este pode ser um hype momentâneo e depois não dar em nada. Estes fenómenos são mesmo assim.

Até tenho um convite para a APP.  Porque, atualmente, só consegues lá entrar por convite. Só me faltava mesmo o iPhone.

Desde 2012 que comecei a informar-me sobre o minimalismo. É uma forma de estar na vida com a qual me identifico: O minimalismo na vertente essencialista. Isto para chegarmos ao facto de que vou, para já ficar com dois smartphones. O Google Pixel e o meu novo iPhone SE 2020.

Vou ficar com os dois porque: Imaginem que volto a não me dar bem com a interface do iPhone?

Tenho um Macbook, do trabalho, há 3 anos e ainda não atinei bem com aquilo. Sou lenta a fazer coisas no Macbook. Não me é intuitivo. Por isso, e para já, fico com os dois.

Para alguns, ter dois smartphones pode parecer pouco minimalista. Essa é a ideia mainstream que as pessoas têm do minimalismo. Que o minimalista é alguém que vive numa casa com paredes brancas, sem móveis e que come no chão com o único prato e talheres que tem. O minimalistmo/essencialismo, para mim, é viver a vida com propósito, com intenção.

Neste momento, e depois de vários anos a refletir sobre este tema, concluí que ter um iPhone é essencial para mim. Para que possa explorar questões profissionais e pessoais como apps de redes sociais e de criação de conteúdo.

Mas vou ficar com 2 smartphones? Como disse há pouco, sim. Por uma questão de segurança. Se me der bem com o iPhone vou por o meu Pixel 3 XL à venda. Isto porque, e agora vem a parte minimalista da coisa, o Pixel deixa de ter um propósito na minha vida. Eu não preciso de dois smartphones. O mesmo se aplica ao iPhone. Se não me der bem com ele, fico com o Pixel e vendo-o. Porque o Pixel me serve, tem um propósito para mim.

Posso também concluir que preciso dos dois para testar sempre o comportamento das apps num e noutro. Sejam elas de redes sociais ou outra coisa qualquer.

Para já isto é o que sei. Que o iPhone me é essencial. Já o era há anos mas o meu amor pelo Pixel falava mais alto. Isso e o facto dos produtos Apple serem todos muito caros. O que hoje já não se aplica porque todos os smartphones de gama alta, e com as features de criação de conteúdo que preciso, são todos muito caros. Existem outros, eu sei, mas sou uma Google Fangirl. Há coisas que não se explicam. Há amores que não se explicam.

Ora bem, se algum destes telefones deixar de ter um propósito na minha vida. Vão para o OLX. Ou para o Facebook Marketplace.

Podes ter dois smartphones e ser minimalista. Se esses equipamentos tiverem uma função na tua vida, um propósito. Mesmo que esse propósito seja porque gostas de gadgets e isso te faz feliz. Ser feliz é uma intenção, é viver a vida com um propósito.

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